A Tomada da Bastilha - Revolução Francesa.

O contexto francês na época era de uma sociedade dividida em três nichos chamados Estados; o Clero, a Nobreza e o Povo.

Já por algum tempo a parte da sociedade classificada como "Povo" se revoltava contra o absolutismo da monarquia e subjugação dos dois estados acima deles no sistema, que possuíam privilégios como; não pagar impostos, receber benefícios em dinheiro da coroa e, ao contrário do povo, podiam exercer cargos públicos. Em um determinado momento as revoltas começaram a se intensificar. Encorajados pelo movimento do iluminismo, que era um movimento essencialmente de intelectuais europeus, o povo buscava melhores condições sociais e igualdade de direitos com as classes superiores. Decréscimo na cobrança de impostos era uma das reivindicações mais nimportantes, já que a classe mais baixa sustentava as duas classes superiores com seus impostos.

Com o propósito de tentar frear os ânimos da revolução, a coroa - representada pelo rei Luís XVI e a rainha Maria Antonieta - decidiu então perseguir e prender esses intelectuais que aqueciam os ímpetos da revolução. Os capturados foram encarcerados na Bastilha.

A Bastilha era um velho forte construído em 1370, durante a Guerra dos Cem anos como portal de entrada para o bairro de Saint-Antoine em Paris e mais tarde foi transformado em uma prisão comum.

Quanto mais piorava a qualidade de vida, devido ineficiência da coroa em lidar com a concorrência inglesa na indústria têxtil, falta de alimentos devido ao baixo resultado da atividade agrícola em decorrência do clima e outros problemas como a falta de saneamento básico nas superpopulosas cidades, maior era a revolta da classe “povo” ou “terceiro estado”.

Foi mais ou menos nesta época que Maria Antonieta teria dito: "Se não têm pão, que comam bolo", quando informada por um dos conselheiros a respeito das necessidades do povo. Essas palavras foram divulgadas de forma totalmente descontextualizada pelos revolucionários a fim de espalhar má fama a respeito da rainha e inflamar a revolta popular, já que os líderes da revolução agora acreditavam que Maria Antonieta estava exercendo forte influência sobre o Rei no que tangia às decisões sobre a repressão à revolução.

O Rei, Luís XVI, também tomou a decisão de apoiar com recursos da coroa, a revolução americana contra seus inimigos ingleses, ao invés de ajudar seu povo em solo francês. As revoluções americana e francesa ocorriam na mesma época. Esta decisão foi um dos fatores que, com o tempo, enfraqueceu a coroa e o sistema monárquico francês.

Após isso, os líderes da milícia revolucionária que ainda estavam soltos, organizaram um motim geral que violentamente atacou a Bastilha para libertar os líderes revolucionários intelectuais que lá estavam. Após uma violenta batalha que levou a quase uma centena de mortos (principalmente do lado dos revoltosos), a Bastilha foi tomada no dia 14 de julho de 1789 e os líderes que lá estavam foram soltos e reintegrados à revolução.

Posteriormente à queda da bastilha, a revolução progrediu e evoluiu para os seguintes resultados:

  • Fim da monarquia na França. O que não necessariamente foi algo bom, visto que o sistema de república democrática que a substituiu era ainda mais autoritária e militarista.

  • Troca de um governo absolutista por um democrático de ideias iluministas.

A tomada da Bastilha foi fundamental para o desenvolvimento dos fatos que se deram na Revolução devido a importância estratégica que os presos ali tinham.

Luís XVI e Maria Antonieta foram eventualmente capturados enquanto tentavam fugir e executados por decapitação. Todo esse processo fomentou a Ascenção de Napoleão Bonaparte, mas essa é outra história.

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