Personagens Marcantes de Marcelo Tas

De repente aparecia um cara correndo, vestindo uma beca preta (parecia que estava saindo de uma formatura), rosto branco e cabelos longos.

-Olá classe!

-Olá professor Tibúrcio!

Mas não precisava se assustar, era só o professor Tibúrcio; tá confesso que de início ele me assustava.

E assim começava um dos quadros do programa Rá-Tim-Bum, na TV Cultura. O professor Tibúrcio ensinando mais uma vez coisas simples como a diferença do salgado e do doce, do áspero e macio , os aparelhos que produzem som e muitos outros. Na cabeça de uma criança era um enorme aprendizado.

O programa passou de 1990 a 1994, mas foi reprisado muitas vezes. Eu mesmo acho que assisti até uns 10 anos ou mais.


"A linguagem do Tibúrcio era de cinema mudo: é uma câmera fixa, não tem corte; ele se aproximava e se afastava da lente . E ele era quase todo em preto e branco. Um efeito especial o achatava, para ficar 30% mais baixo e mais gordo. Por isso, Tibúrcio era meio deformado, assustador. Tinha uma cara que não era humana", disse o próprio criador do personagem, Marcelo Tas, que também foi um dos roteiristas e diretores do Rá-Tim-Bum.

Valeu professor Tibúrcio, você ensinou mais que muitos professores (que eu tive).

Além desse personagem inesquecível, como não lembrar de tantos quadros como: "Senta que lá vem história", "Esfinge", "Viu como se faz", ou os porquinhos que ensinavam a tomar banho ou escovar os dentes. Será que passa na TV ainda? Deu vontade de assistir.

"Por que sim" não é resposta

-Por que? Por que? Mas por que?

-Porque sim.

-Porque sim não é resposta!

E lá vinha o Telekid, um rapaz com roupas coloridas e um aparelho ultratecnológico, responder todas as dúvidas do Zequinha, e as nossas também.

Telekid

E lá vinha o Telekid, um rapaz com roupas coloridas e um aparelho ultratecnológico, responder todas as dúvidas do Zequinha, e as nossas também.

Mais um dos personagens de sucesso de Tas, o Telekid foi ao ar dentro do programa infantil Castelo Rá-Tim-Bum, que é parecido com o nome e com o propósito do anterior, porém com uma história um pouco mais envolvente. Acredito que foi desenvolvido para crianças chegando na pré-adolescência, já que abordava assuntos mais complexos.

Apesar disso, a criançada aprendia se divertindo; e não tinha como não se envolver com a história do Nino e seus amigos. Eram tantos preferidos: o gato pintado que ficava na biblioteca, o Mau com sua gargalhada fatal, o Fura-bolos que dava início ao quadro de lavar as mãos (uma mão lava outra, lava uma mão... leu cantando, aposto), o Etevaldo, a Caipora e muitos outros.

Marcelo Tas além de ator, também foi um dos roteiristas e diretores do programa, que teve transmissão original de 1994 a 1997. Tanto o Rá-Tim-Bum como o Castelo Rá-Tim-Bum ganharam prêmios nacionais e internacionais.

E quanto a você? Marcelo Tas influenciou sua infância? Conte pra gente nos comentários e marque seus amigos.

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