Naufrágio do Principessa Mafalda

No dia 25 de outubro de 1927 o transatlântico italiano Principessa Mafalda naufragou na costa do estado da Bahia.

Com seus 147 metros de comprimento, 17 metros de boca, 10 metros de calado e suas 9.210 toneladas, o Principessa era uma das maiores embarcações italianas de passageiros da época. Um verdadeiro gigante dos mares.

O transatlântico partiu do porto de Gênova, na Itália, no dia 11 de outubro, e fez uma primeira escala em Barcelona, na Espanha, conforme previsto, e partiu para a América do Sul. A maior parte dos passageiros tinha como destino final a cidade de Buenos Aires, Argentina. No Rio de Janeiro iriam desembarcar 26 passageiros e para o porto de Santos seguiam outros 85.

Um problema mecânico a bordo surge e o navio realiza uma escala não programada na Ilha de São Vicente, em Cabo Verde. Uma vez resolvida a avaria, o barco continuou o seu curso. Em 24 de outubro, é identificado um defeito mecânico em um dos eixos do navio e mesmo após solucionado o problema, a embarcação passa navegar com velocidade reduzida.

Na tarde do dia 25 de outubro, o Principessa Mafalda sofre uma forte trepidação originada do rompimento do tubo telescópico do eixo do hélice direita. O hélice rompe o casco do navio, e rapidamente a embarcação é tomada pelas águas e as caldeiras são apagadas. A tripulação fez um pedido de S.O.S que foi atendido por varias embarcações.

Dos 968 passageiros e e 287 tripulantes que estavam no navio, 350 passageiros perecerem além de 32 tripulantes, entre eles o capitão Simone Guli.

O navio mergulhou de popa, entre duas explosões possivelmente das caldeiras.

A notícia da tragédia foi recebida com tristeza no Brasil, na Itália e Argentina, os países que tinham o maior número de passageiros à bordo. No Brasil houve uma longa espera por notícias; muitos navios provenientes da Europa faziam esse trajeto e logo que a notícia foi dada pela imprensa não se sabia ao certo o nome da embarcação que havia afundado. Como consequência centenas de pessoas seguiram para os portos desesperadas para saber se seus entes queridos estavam entre os mortos e desaparecidos. A imprensa local também fez enorme alarde sobre a tragédia afirmando que o número de vítimas era maior do que o real.

O naufrágio do Principessa Mafalda é ainda hoje considerado uma das maiores tragédias marítima ocorrida no litoral brasileiro. 25/10/1927

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