Lições que Tiramos das Crises Econômicas Mundiais

Qual homem ou mulher na terra não passou por momentos de crise? Seja ela num relacionamento interpessoal, com respeito à saúde, trabalho ou até mesmo existencial? A adolescência é um período de crise em que todo ser humano passa. Crises são dolorosas e às vezes causam prejuízos que jamais serão sanados, mas delas podemos tirar valiosas lições que também levaremos ao longo de nossas vidas.

As crises que citamos até então se tratam apenas de crises, que sendo elas de pequena ou grande escala, estão dentro de uma esfera pessoal. Entretanto, se formos pela definição oficial de crise no dicionário da língua portuguesa*, crises de proporções épicas (literalmente) já atingiram este planeta e a humanidade. Exemplo: segundo o velho testamento bíblico, uma crise de moralidade levou as cidades irmãs Sodoma e Gomorra a serem destruídas; na ocasião da crise dos mísseis cubanos (1962) o mundo quase entrou num holocausto nuclear. Será que tiramos lições das crises que passamos?
Vamos usar como referência a partir daqui a crise econômica de 1929 (ou a Grande Depressão de 29) e a recente crise de 2008, da qual ainda estamos nos recuperando. Que lições podemos tirar?
Clique aqui para mais detalhes sobre a crise de 29, assim você acompanhará melhor este texto que se seguirá no formato de lista com 4 lições que tiramos das crises econômicas mundiais mais importantes:

1 - AS APARÊNCIAS ENGANAM

Tanto na crise de 1929 como em 2008, observamos que nos Estado Unidos às pessoas consumiam de forma descontrolada. Em 1929 elas até tinham dinheiro, dinheiro este que vinha de uma economia que não tinha uma base tão sólida, a princípio acreditou-se, por exemplo, que a Europa não se recuperaria totalmente da crise causada pela primeira guerra. Enfim, as aparências enganam e a Europa, principal comprador de produtos americanos na época, se recuperou e gradativamente (mas rapidamente) parou de importar dos americanos dando início a uma certa recessão que levaria a grande depressão de 29. Em 2008, as pessoas nem sequer tinham dinheiro, ou renda necessária para o financiamento de imóveis que eram arrendados ás pessoas de classes mais baixas; essas compraram casas a juros absurdamente baixos. Acontece que se algo saísse do planejado e os juros subissem essas pessoas não teriam como arcar com o pagamento destes bens que estavam atrelados a instituições financeiras do mundo todo. Bem, pensou-se que nada sairia errado, mas as aparências enganam e outra crise assoladora ocorreu no mundo, principalmente depois da falência dos gigantes Lehman Brothers e AIG.


2 – NÃO EXISTE INSTITUIÇÃO 100% SEGURA

O mundo está constantemente em crise. As duas crises econômicas que estamos citando aqui começaram nas dependências do líder econômico do mundo. Depois da crise de 29, o governo americano tomou as rédeas da economia e regula o mercado, a cada ano se olha mais de perto o que está sendo feito nas empresas para tentar controlar o mercado – isso não funcionou em 2008. Acontece que num mundo tão globalizado as variáveis são muitas e as apostas são sempre arriscadas. Mesmo instituições super-estabelecidas, como o governo americano ou a Lehman, falham nas previsões e na supervisão. Quando eles perdem dinheiro ou qualquer outro recurso, podem se recuperar mais cedo ou mais tarde. Talvez você não tenha a mesma capacidade de virar o jogo.

3 – O CAPITALISMO TALVEZ NUNCA SEJA TOTALMENTE LIVRE

O que se observou nessas duas crises (1929 e 2008) é que John Locke e Adam Smith, pensadores que pregavam o liberalismo econômico (situação em que o indivíduo tome as decisões de forma independente e monocrática visando o melhor para seu negócio) até agora não acertaram. Constantemente ajustes tem que ser realizados no mercado moderno, até no modelo antigo e não tão globalizado essas intervenções de instituições governamentais, (mesmo que sejam consultorias internacionais especializadas, exemplo: agências de classificação de risco) acontecem para regular o mercado. Não estamos aqui criticando ou exaltando o capitalismo, até porque este tem sido o modelo econômico que melhor funcionou. Mas John e Adam repensariam algumas coisas do que escreveram em seus dias.

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4 – A INFALIBILIDADE DO TRABALHO E CONHECIMENTO

Entra crise sai crise e uma coisa não falha: o conhecimento posto em prática e trabalho duro tem preservado patrimônios e até vidas em qualquer modelo econômico ou país ao longo da história nos últimos anos. Talvez a exceção sejam as monarquias, mas reis que tomaram decisões de forma tola – como Luis XVI na revolução francesa – perderam reinados ou até a cabeça. Acontece que no mundo, o que tem funcionado é o conhecimento (educação formal ou não) e a disposição de acreditar no trabalho. Tirar lições das crises que passamos na vida é adquirir conhecimento.

  • Manifestação violenta, repentina e breve de um sentimento, entusiasmo ou afeto; acesso... Momento perigoso ou difícil de uma evolução ou de um processo; período de desordem acompanhado de busca penosa de uma solução... Decadência; queda; enfraquecimento... http://www.dicio.com.br/
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