Tragédia de Santa Maria - Incêndio na boate Kiss

Há quatro anos, em 27 de janeiro de 2013, ocorreu o incêndio da Boate Kiss. A terrível tragédia, ocorrida na cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, se tornou a maior tragédia da história do estado - 242 jovens morreram na ocasião.

Na noite do incêndio a boate estava superlotada de estudantes universitários (a lotação máxima do local era de 680 pessoas, mas havia perto de mil dentro da casa), para uma festa que ocorria no local. Tocava no palco a banda Gurizada Fandingueira, que tinha por hábito usar fogos de artifício e outros artefatos pirotécnicos em seus shows (a banda Gurizada Fandingueira não foi a única a se apresentar na noite da tragédia, outra banda, a "Pimenta & seus Comparsas" havia tocado pouco antes e perdeu dois de seus integrantes no incêndio). Não foi a primeira vez que a banda se apresentou no local, a Gurizada Fandingueira tocava na boate mensalmente.

Na madrugada do dia 26 para o dia 27 de janeiro, por volta das 2:30, Marcelo de Jesus dos Santos, o vocalista da banda, ascendeu uma chama sinalizadora em cima do palco, a chama do sinalizador tocou o forro do teto da boate, que era feito de um tipo de espuma para isolar o som, espuma essa que era inflamável. O incêndio começou então em proporções bem pequenas, poucos perceberam o fogo. O rápido espalhamento da fumaça, que em aproximados três minutos se espalhou pelo ambiente, iniciou pânico e dificultou a evacuação do ambiente.

Um integrante da banda e um segurança do local tentaram apagar o fogo utilizando os extintores, mas o equipamento não funcionou. A única saída, pois não haviam saídas de emergência, não estava devidamente sinalizada. Também há relatos de que os seguranças da porta, a princípio impediram a saída daqueles que tentavam deixar o local porque estes não apresentaram suas comandas pagas. Além de tudo isso a saída estava obstruída por um tipo de cavalete metálico, dificultando ainda mais o procedimento de evacuação.

Relatórios de laudos técnicos ainda apontariam dezenas de outros fatos que agravaram o quadro, cuja conjuntura se tornou a segunda maior tragédia por incêndio da história do Brasil.

Agentes municipais foram denunciados por conceder documento que regularizava o funcionamento da boate de forma fraudulenta, visto que a Kiss alternava em não ter alvará de localização, sanitário, ambiental ou dos bombeiros assinado para funcionamento. Diversas outras fraudes e atos ilícitos foram posteriormente descobertos e investigados. A Kiss não deveria estar aberta ao público.

Quatro pessoas respondem na justiça por homicídio doloso, dois sócios da boate, o vocalista e outro integrante da banda. Estes chegaram a ser presos, mas firam soltos pouco depois. Dezenas de pessoas estão sob investigação em decorrência da tragédia. Ninguém está preso.

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