E se os Estados Unidos não tivessem entrado na Segunda Guerra?

Sete de dezembro foi o dia em que, em 1941, a marinha imperial japonesa atacou a base da marinha americana em Pearl Harbor no Havaí, este acontecimento foi determinante para a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra. Até então o apoio americano se limitava a impor sansões econômicas aos países do eixo e fornecer material (como o aço) e outros suprimentos aos países europeus, principalmente ao Reino Unido, mas não se tratava de uma apoio à guerra em si, e sim de uma estratégia americana para sair da depressão econômica em que viviam desde 1929.

Para determinar os acontecimentos a ocorrer após sete de dezembro de 1941, caso os Estados Unidos não tivessem intervindo militarmente na segunda guerra, precisamos antes conhecer quais as ações americanas durante a guerra foram importantes para a vitória dos “aliados” (Inglaterra, França e URSS) e se os países europeus envolvidos na guerra até então poderiam de alguma outra forma atuar no vazio que seria deixado pelos americanos. Como sabemos, os americanos tiveram participação ativa e intensa na segunda guerra, em que lutaram de 1941 até 1945, por isso vamos citar apenas alguns fatores importantes para ilustrar e tentar dimensionar o vácuo americano.

Em 20 de fevereiro de 1944 iniciou-se a chamada Big week que se tratava de uma operação basicamente americana de ataque as linhas de produção de aviões alemães. Este ato enfraqueceu a força aérea alemã e possibilitou uma série de missões aéreas aliadas que se seguiriam pelo decorrer da guerra, como ofensivas e apoio aéreo a combates em solo. Outros bombardeios americanos também foram importantíssimos principalmente na França, com o objetivo de dar apoio aéreo aos aliados em terra e no pacífico, para tomar pontos estratégicos dominados por japoneses.

Em seis 6 de junho de 1944, as forças aliadas, Estados Unidos e Canadá, comandados pelo americano Dwight D. Eisenhower, empreenderam numa ofensiva militar que seria conhecida como “O dia D”, tal operação se tratava de uma estratégia primordial para a retomada da França a partir do litoral da Normandia em direção à Paris, conquistando ou reconquistando pontos estratégicos de importância chave para a vitória na guerra. Além de ter o comandante e estrategista supremo das forças aliadas na ocasião, o General Eisenhower (que mais tarde seria eleito presidente), o apoio americano nessa operação contou com milhares de soldados além de aviões e navios. O avanço pela França à Paris nos dias que se seguiram também contou com o apoio do comando americano e de seus homens em campo ao lado dos ingleses contra as forças alemãs.

Em 23 de outubro de 1944, ocorreu a batalha de Batalha de Leyte, que foi a última grande batalha naval ocorrida e a maior da idade contemporânea. Nesta batalha o poderio aéreo e naval japonês foi dizimado por forças americanas, reduzindo a quase nada as ofensivas japonesas a partir daí.
A vitória na Europa veio após forças soviéticas tomarem Berlim e os americanos cooperarem na retomada de Paris e importantes pontos estratégicos na Europa e na Ásia, como as ilhas de Iwo Jima. O Japão, que foi o país que mais resistiu às forças aliadas e aos próprios Estados Unidos rende-se incondicionalmente após ser atacado com duas bombas atômicas americanas e chega a assinar termo de rendição a bordo de um couraçado americano em 2 de setembro de 1945 na baía de Tóquio.

Mesmo nos anos que se seguiram no pós-guerra, os Estados Unidos continuou influenciando os acontecimentos, por exemplo, em 1947 os Estados Unidos apresentaram o “Plano Marshall” que era um plano de recuperação europeia no pós guerra, onde os Estados Unidos investiu milhões de dólares na recuperação da agora chamada Europa Ocidental e fechou vários acordos econômicos que selaram o destino de países ou regimes que aceitaram ou não fazer parte do plano iniciando a guerra fria.

Difícil determinar se os aliados europeus teriam ou não vencido a guerra sem o apoio bélico americano, visto que mesmo com a presença americana na guerra, a Vitória custou muito caro para os aliados e só veio após seis anos de guerra e milhões de vidas perdidas entre civis e militares. Mas uma coisa é certa – Se os americanos não tivessem entrado na segunda guerra o mundo não seria esse que conhecemos hoje. Não cabe a discussão se este mundo seria mais cruel ou mais brando, pois a guerra teria acontecido de qualquer forma.

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