Acidente Vôo 123 Japan Airlines

No dia 12 de agosto de 1985, o vôo 123 da Japan airlines se chocou com o monte Takamagahara. É o segundo maior acidente da história da aviação, apenas ultrapassado pelo desastre aéreo de Tenerife, e o mais mortífero com apenas um avião. Entre os 520 mortos estava o famoso cantor Kyū Sakamoto.

O voo saiu às 18h12min, as 18:17 a tripulação do JAL 123 solicitou ao Controle de Tóquio uma rota mais direta, sendo atendida após alguns segundos. O controlador observava o progresso do Boeing, que já cruzava a 24.000 pés, passando perto da pequena ilha de Oshima, ao sul de Haneda, quando, às 18h25, a 20 milhas a oeste e se aproximando da Península de Izu, surgiram os primeiros problemas. O controlador mal teve tempo de perceber a mudança na rota quando recebeu a primeira mensagem do 747, em inglês, a língua da aviação internacional.

Solicitando retorno imediato ao aeroporto.

Um dos tripulantes acionou o código de emergência 7700.

O teto da parte traseira do avião havia se rompido, resultando na perda do estabilizador vertical e outras partes que caíram no mar, despressurizando a cabine e danificando severamente as quatro linhas hidráulicas da aeronave. Nenhum som de explosão foi ouvido.

Com a perda de controle total das superfícies estabilizadoras o avião começou a oscilar elevando-se e descendo no que é conhecido como um ciclo fugoide, um modo de voo típico em acidentes de aeronaves em que os controlos estão indisponíveis.

Durante as oscilações que precederam a queda da aeronave, os pilotos implementaram uma medida de controle usando a reação das turbinas. Os momentos finais do avião ocorreram quando colidiu em uma montanha como resultado da perda de controle, batendo na encosta. Trinta minutos se passaram da falha até ao momento do impacto, tempo esse que permitiu que alguns passageiros escrevessem notas de despedida a seus familiares.

Em 1978, o JA 8119 havia feito um pouso duro e batido com a parte inferior da fuselagem traseira na pista do aeroporto de Osaka, para onde o voo 123 destinava-se agora. O Boeing foi então retirado de serviço e, durante alguns meses, foi reparado por um time de técnicos da JAL, supervisionado por engenheiros da própria Boeing. Dado como seguro para voltar a voar, o 747 entrou novamente em operação e, assim, voou pelos sete anos seguintes, até aquela fatídica tarde.

O que ninguém sabia, entretanto, é que a despeito de todos os cuidados tomados, o reparo havia sido mal feito. Quis o destino que naquela tarde quente e abafada, o reparo chegasse ao seu limite. Deu-se por fim a fadiga do metal usado para unir as placas substituídas. Como uma costura que se rasga, o metal cedeu, provocando uma súbita e violenta ruptura na fuselagem, que por sua vez atingiu o cone de pressurização da cabine. Como uma bomba, a estrutura rompeu-se sob o efeito da diferença de pressão entre o interior da cabine e o ar externo, rarefeito. A sequência de explosões rompeu a fixação do reparo feito no Boeing 747. Como um trágico jogo de dominó, o próximo efeito foi que a base de fixação da cauda desprendeu-se, despedaçando e deixando a aeronave sem a cauda, virtualmente sem a mais remota chance de controle.

Os médicos que ajudaram a recuperar os corpos, muitos dos quais horrivelmente destruídos, igualmente encontraram alguns cujos ferimentos indicaram que tinham sobrevivido ao acidente, apenas para morrer de choque ou de exposição à noite nas montanhas, enquanto aguardam socorro.

4 pessoas sobreviveram milagrosamente : Yumi Yochiai (mulher, 25 anos), Hiroko Yoshizaki (mulher, 34 anos) e sua filha de 8 anos, Mikiko Yoshizaki ; e Keiko Kawakami, uma menina de 12 anos, encontrada nos galhos de uma árvore. 520 morreram no local, quase todos instantâneamente.

O acidente foi objeto de referência no álbum Reise, Reise da banda alemã Rammstein. O álbum inclui (em algumas versões, secretamente) o registro sonoro dos 40 últimos segundos do voo Japan Airlines 123. Também há referências na capa do álbum (que imita uma caixa-preta danificada de avião) e também na música Dalai Lama, que se ambienta num acidente aéreo.

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